#SímboloDaLuta | Metrópolis | 29/04/2022

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O Metrópolis de hoje está focado em uma mulher, símbolo de luta. Com história de vida simples e verdadeira. Lia de Itamaracá com a ciranda. Mulher poderosa, empoderada antes desse termo existir. Vamos até a 55ª Ocupação Itaú Cultural, que homenageia Lia de Itamaracá, e é com a própria cirandeira que vamos falar e, também, com a cantora e ialorixá Alessandra Leão, curadora do projeto. Nossa primeira parada é no Itaú Cultural, que na sua 55ª Ocupação, homenageia a cirandeira, patrimônio vivo do Estado de Pernambuco, Lia de Itamaracá. Mestra da ciranda praieira, Lia dialoga com outras linguagens: das artes visuais ao cinema, da moda à gastronomia – um mar inteiro de possibilidades encantadas, representadas, na mostra, por fotos, figurinos, documentos e vídeos. Lia, que canta desde os anos 1960, quebrou padrões de tradição da ciranda e inovou sua apresentação. Hoje, aos 78 anos, além de colocar sua arte a serviço de pautas de movimentos populares, como a Marcha pela Vida das Mulheres, Lia ultrapassa os limites da música e da cultura popular. A curadoria é dos Núcleos de Música e Comunicação do Itaú Cultural, junto com a Alessandra Leão (possivelmente vamos entrevistá-la) e a jornalista Michelle Assumpção, que é biógrafa da Lia. A Ocupação ganha, além do espaço expositivo, o palco: Lia de Itamaracá, artista homenageada na mostra, faz duas séries de shows nos últimos fins de semana de abril. As quatro primeiras apresentações, de 21 a 24 de abril, contemplam o espetáculo Ciranda de ritmos (referência ao álbum homônimo de 2010), em que a estrela recebe a cantora Daúde. Vale destacar aqui, que caso role a entrevista com a Alessandra, além de partilhar a curadoria da Ocupação, no dia 28, ela também divide o palco, cantando com Lia na série de shows que acompanham a Ocupação. A exposição só abre na quarta-feira, dia que voltaremos para fazer um povo fala, mas amanhã gravaremos esse passeio de Lia, olhando pela primeira vez a ocupação (que estará sendo finalizada). Além, claro, dessa conversa sobre a persistência e relevância de quem traz a força da dança, do canto, da ciranda e do mar, encantando todes nós.

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